quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Feitiço da modernidade contra os feiticeiros.



Por muito tempo, o mundo reivindicou liberdade. E sempre vai fazê-lo.
Na maioria das vezes, o protesto barulhento baseou-se no contra o que pregam as religiões, todas elas... Houve ainda um tempo em que brigava-se fundamentalmente com as igrejas cristãs, porque elas queriam desacomodar a todos. Depois passou-se a "lutar" contra qualquer uma delas. Por quê?
Porque o que dizem os fiéis de divindades (cristãos e todos os outros não-ateus) deixa o homem numa posição desconfortável. É como uma criança que quer poder fazer o que quiser, mas aí vem a mãe e diz: "não, meu filho. Assim você invade o espaço do seu amiguinho, o machuca e aí quem perde a liberdade é ele". Dizer isso para algumas pessoas é como uma agressão. Dizer a ela que se ela se portar de tal forma ou outra vai prejudicar-se a si mesmo ou a outro é uma ofensa gravíssima. O que se deve dizer a todos e o tempo todo é: "vá lá, faça o que você quiser! seja livre, tenha prazer e não preste atenção no que lhe dizem". Só que isso numa sociedade civilizada, desculpe, mas é impossível. As regras existem, formas estruturadas de seguir com a vida existem..você só escolhe qual e deve ser respeitado por sua escolha e a única fórmula é: não prejudique os outros, e se possível, não se prejudique, para que ninguém tenha que carregar o seu peso.

Para obter a tão sonhada liberdade o homem "moderno" baixa decretos contra todos aqueles que baseiam sua forma de vida em algo que ultrapassa a ciência, a racionalidade e o capitalismo ultrajador do materialismo que destrói a civilidade e o bem comum. Estar contra a religião é uma moda instaurada para fincar-se a bandeira da igualdade, da liberdade e, até, do amor. Esse último coitado, serve de argumento e sustentação para os dois lados. No entanto, o que se vê é um passo contraditório e altamente nocivo que coloca todo mundo "no mesmo saco!". No fim, o que todos querem é paz. No entanto, decretam guerra contra aqueles que adotam uma crença ou filosofia de vida baseada em Deus para viver. Se você não é racional ou se utiliza alguma vez na vida a palavra "moral", não merece respeito, é um alienado e sua ignorância incomoda a forma libertina (em todos os sentidos) dos outros. Veja, isso foi ironia.
Inadmissível não é você prezar suas crenças e escolher uma forma de viver que é a mesma da maioria. Inadmissível mesmo é você ser julgado porque escolheu uma fé, uma crença, uma forma emocional e não medíocre de viver. Mediocridade é, verdadeiramente, você defender uma liberdade que ninguém tirou de você. É como se você reivindicasse algo que ainda lhe pertence, ninguém lhe tirou, mas que você insiste em dizer que não têm e que os culpados são aqueles que preferiram outra forma de vida.

Seja o que você quiser, mas, por favor, não culpe os fiéis por que a forma que você escolheu para viver não deu certo. Pare com a hipocrisia de achar que quem admitiu uma fé na vida é alienado à modernidade e diferenças entre opções sexuais, politicagens e comportamentos incomuns. Ninguém está julgando você e se o fizerem, perdoe-os, porque se você é quem tem a fórmula do certo e errado no mundo, então também está apto a compreender que, fiel ou não, a pessoa do seu lado é indiscutivelmente igual a você.

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