Por muito tempo, o
mundo reivindicou liberdade. E sempre vai fazê-lo.
Na maioria das
vezes, o protesto barulhento baseou-se no contra o que pregam as
religiões, todas elas... Houve ainda um tempo em que brigava-se
fundamentalmente com as igrejas cristãs, porque elas queriam
desacomodar a todos. Depois passou-se a "lutar" contra
qualquer uma delas. Por quê?
Porque o que dizem
os fiéis de divindades (cristãos e todos os outros não-ateus)
deixa o homem numa posição desconfortável. É como uma criança
que quer poder fazer o que quiser, mas aí vem a mãe e diz: "não,
meu filho. Assim você invade o espaço do seu amiguinho, o machuca e
aí quem perde a liberdade é ele". Dizer isso para algumas
pessoas é como uma agressão. Dizer a ela que se ela se portar de
tal forma ou outra vai prejudicar-se a si mesmo ou a outro é uma
ofensa gravíssima. O que se deve dizer a todos e o tempo todo é:
"vá lá, faça o que você quiser! seja livre, tenha prazer e
não preste atenção no que lhe dizem". Só que isso numa
sociedade civilizada, desculpe, mas é impossível. As regras
existem, formas estruturadas de seguir com a vida existem..você só
escolhe qual e deve ser respeitado por sua escolha e a única fórmula
é: não prejudique os outros, e se possível, não se prejudique,
para que ninguém tenha que carregar o seu peso.
Para obter a tão
sonhada liberdade o homem "moderno" baixa decretos contra
todos aqueles que baseiam sua forma de vida em algo que ultrapassa a
ciência, a racionalidade e o capitalismo ultrajador do materialismo
que destrói a civilidade e o bem comum. Estar contra a religião é
uma moda instaurada para fincar-se a bandeira da igualdade, da
liberdade e, até, do amor. Esse último coitado, serve de argumento
e sustentação para os dois lados. No entanto, o que se vê é um
passo contraditório e altamente nocivo que coloca todo mundo "no
mesmo saco!". No fim, o que todos querem é paz. No entanto,
decretam guerra contra aqueles que adotam uma crença ou filosofia de
vida baseada em Deus para viver. Se você não é racional ou se
utiliza alguma vez na vida a palavra "moral", não merece
respeito, é um alienado e sua ignorância incomoda a forma libertina
(em todos os sentidos) dos outros. Veja, isso foi ironia.
Inadmissível não
é você prezar suas crenças e escolher uma forma de viver que é a
mesma da maioria. Inadmissível mesmo é você ser julgado porque
escolheu uma fé, uma crença, uma forma emocional e não medíocre
de viver. Mediocridade é, verdadeiramente, você defender uma
liberdade que ninguém tirou de você. É como se você reivindicasse
algo que ainda lhe pertence, ninguém lhe tirou, mas que você
insiste em dizer que não têm e que os culpados são aqueles que
preferiram outra forma de vida.
Seja o que você
quiser, mas, por favor, não culpe os fiéis por que a forma que você
escolheu para viver não deu certo. Pare com a hipocrisia de achar
que quem admitiu uma fé na vida é alienado à modernidade e
diferenças entre opções sexuais, politicagens e comportamentos
incomuns. Ninguém está julgando você e se o fizerem, perdoe-os,
porque se você é quem tem a fórmula do certo e errado no mundo,
então também está apto a compreender que, fiel ou não, a pessoa
do seu lado é indiscutivelmente igual a você.

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